A malária vem assustando moradores da zona rural de Humaitá e preocupando as autoridades de saúde. “Locais onde não eram registrados a doença estamos enfrentando a Malária”, disse a Secretária Municipal de Saúde Sara Riça. As equipes de endemias estão atuando sem parar. As 13 comunidades do Lago do Uruapiara foram as primeiras a receber uma equipe da Semsa – Secretaria Municipal de Saúde.

“As equipes realizam teste rápido, lâmina, estão instalando mosquiteiros e realizando a borrifação intradomiciliar”, confirmou Sara ao site Notícias da Amazônia, nesta sexta-feira por telefone.
Por determinação do prefeito Dedei Lobo foram enviadas equipes para o Lago do Antônio, Puruzinho, na região do Rio Madeira e para Aldeia Marmelo, km 125 da Transamazônica. “No acesso à aldeia as equipes tiveram que utilizar canoa em alguns trechos”, disse o prefeito em entrevista ao programa Notícias da Amazônia na FM 104.9. No total cinco agentes atuam no Lago do Antônio, três agentes no Puruzinho e outros três na Aldeia Marmelo.
O prefeito garantiu que todas as comunidades, sejam ribeirinhas ou nas BRs, serão atendidas, principalmente
nesse momento sensível por que passa o município de Humaitá.
A borrifação intradomiciliar é uma forma de combater o mosquito transmissor da malária, que nessa época do ano tende a aumentar. O trabalho foi iniciado na última terça-feira, 25 e se estenderá por 5 dias, até fechar todo o ciclo de combate.
NOVIDADE
A partir da próxima semana a Semsa inicia o tratamento com dose única da malária. A tafenoquina será usada na rede pública de saúde em Humaitá. Segundo análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), a tafenoquina tem resultados similares aos da primaquina, já utilizada no SUS.
A grande vantagem é que, enquanto o medicamento mais antigo precisa ser administrado ao longo de 14 dias, a tafenoquina deve ser tomada uma única vez, “contribuindo para a diminuição das chances de recaída”, diz o parecer da comissão. A enfermeira Sara Riça confirma que a dose única vai ajudar muito no tratamento, principalmente com as pessoas do interior, que muitas vezes iniciam, e não finalizam o ciclo de tratamento.
Com informações da Semsa e do Ministério da Saúde
