MALÁRIA JÁ SOMA 305 CASOS CONFIRMADOS EM HUMAITÁ EM 2026, APONTA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Dados da Secretaria Municipal de Saúde
Boletim divulgado até 8 de março mostra 2.757 notificações da doença e maior concentração de casos em áreas rurais e indígenas do município
A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Humaitá divulgou o Informativo de Malária 2026, atualizado até o dia 8 de março, apontando um total de 2.757 casos notificados e 305 casos confirmados da doença no município neste ano.
Os dados fazem parte do monitoramento permanente realizado pela rede municipal de saúde para identificar áreas com maior incidência e reforçar as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da malária, uma das doenças endêmicas mais presentes na região amazônica.
De acordo com o levantamento, as áreas rurais concentram a maior parte dos casos, representando 42,2% das ocorrências confirmadas. Em seguida aparecem as áreas indígenas, com 40,1%, enquanto assentamentos rurais respondem por 17,7% dos registros.
Localidades com maior número de casos
O informativo também destaca as localidades que apresentam maior concentração de casos entre janeiro e março de 2026. No topo da lista está a comunidade Santa Maria Auxiliadora, no Ipixuna, com 43 casos confirmados.
Outras localidades com maior incidência incluem:
- Aldeia Forquilha Grande – 22 casos
- Aldeia Piquiá – 22 casos
- Aldeia Flexal – 13 casos
- Aldeia Kacaia – 13 casos
- Comunidade São Carlos (BR-319) – 10 casos
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, essas áreas recebem atenção especial das equipes de vigilância, com intensificação das ações de diagnóstico rápido, tratamento imediato e orientação à população.
Comparativo mensal
O boletim também apresenta um comparativo com os dados de 2025. No ano passado, Humaitá registrou 2.447 casos confirmados de malária ao longo dos 12 meses.
Em 2026, até o momento, os registros confirmados estão distribuídos da seguinte forma:
- Janeiro: 165 casos
- Fevereiro: 130 casos
- Março: 10 casos (dados parciais até o dia 8)
As autoridades de saúde ressaltam que a atualização permanente dos dados permite direcionar melhor as ações de combate à doença.
Sintomas e prevenção
A Vigilância em Saúde orienta que pessoas que apresentem febre, calafrios, náuseas, vômitos, cansaço ou perda de apetite, especialmente se estiverem ou tiverem estado em áreas com transmissão da doença nos últimos 30 dias, procurem imediatamente uma unidade de saúde.
Entre as principais medidas de prevenção estão:
- uso de repelentes
- utilização de mosquiteiros na cama ou rede
- uso de roupas que cubram braços e pernas
- instalação de telas em portas e janelas
A Secretaria de Saúde reforça que o diagnóstico precoce e o tratamento imediato são fundamentais para evitar complicações e interromper a transmissão da malária no município.
Com informações da Semsa Humaitá

