AMAZONAS REALIZA SEMANA CONTRA O SARAMPO E REFORÇA BUSCA ATIVA PARA IDENTIFICAR CASOS SUSPEITOS
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Mobilização nacional ocorre de 4 a 6 de novembro e busca localizar pessoas com possíveis sintomas da doença que ainda não procuraram atendimento ou não foram identificadas pelos serviços de saúde. Campanha também reforça a importância da vacinação e da participação da população na prevenção de novos casos.
O Amazonas participa, entre os dias 4 e 6 de novembro, da Semana contra o Sarampo, uma mobilização nacional voltada à busca ativa de possíveis casos da doença e ao fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica. A iniciativa chama a atenção para uma responsabilidade que envolve tanto os profissionais de saúde quanto a população: identificar precocemente possíveis infectados e manter a vacinação em dia.
Em Humaitá, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância em Saúde, também divulga a mobilização, reforçando a necessidade de atenção aos sintomas e de atualização da caderneta de vacinação.
A busca ativa tem um papel estratégico. O objetivo é identificar pessoas que possam apresentar sinais suspeitos de sarampo, mas que não procuraram uma unidade de saúde ou cujos casos ainda não foram detectados pela rede de atendimento. Essa identificação permite que as equipes adotem medidas de investigação, acompanhamento e prevenção, reduzindo o risco de transmissão.
Busca ativa: por que essa mobilização é tão importante?
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida pelo ar, principalmente por meio de gotículas e partículas respiratórias liberadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. Por essa característica, a doença pode se espalhar rapidamente, especialmente em ambientes com grande circulação de pessoas.
Entre os principais sintomas estão:
– Febre alta;
– Manchas avermelhadas na pele, que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo;
– Tosse;
– Coriza;
– Conjuntivite.
A orientação das autoridades sanitárias é que pessoas com febre e manchas avermelhadas procurem atendimento de saúde e informem possíveis viagens e contatos com pessoas provenientes de áreas onde há circulação do vírus.
A busca ativa acontece em duas frentes. A primeira é institucional, com revisão de prontuários, registros e atendimentos realizados nas unidades de saúde. A segunda é comunitária, com a identificação de pessoas que apresentam sintomas suspeitos diretamente nos territórios.
De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), as atividades municipais estão programadas de 4 a 14 de novembro, e os resultados consolidados deverão ser encaminhados ao órgão estadual até o dia 16 de novembro.
Alerta no Amazonas: 21 casos confirmados na região da tríplice fronteira
A mobilização acontece em um momento de atenção epidemiológica no Estado. Segundo informações divulgadas pela FVS-RCP, o Amazonas registrou 21 casos confirmados de sarampo entre 1º de setembro e 26 de outubro, concentrados na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Os registros envolveram brasileiros e peruanos, incluindo integrantes de populações indígenas.
Diante desse cenário, o Governo do Amazonas implantou um Comitê Estadual de Operações para Enfrentamento ao Sarampo, reunindo setores da saúde para fortalecer o monitoramento, integrar as ações e organizar a resposta à doença.
SES-AM+1
A vacinação também foi intensificada em Tabatinga, Benjamin Constant, Santo Antônio do Içá e São Paulo de Olivença, contemplando pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal, conforme a estratégia definida para esses municípios. Está previsto ainda um Dia D de vacinação para sábado, 7 de novembro.
SES-AM+1
Vacinação: a principal forma de proteção
Além da identificação de possíveis casos, a campanha reforça que a vacinação continua sendo a principal ferramenta para prevenir o sarampo.
A população deve verificar a caderneta de vacinação, especialmente a situação das crianças, e procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber orientações sobre doses pendentes e atualização do esquema vacinal.
A responsabilidade pela prevenção é coletiva. Não basta esperar que as equipes de saúde encontrem os casos: é necessário que cada cidadão esteja atento aos sintomas, procure atendimento quando necessário e colabore com as orientações dos profissionais.
Em uma doença altamente contagiosa, identificar precocemente um caso suspeito pode fazer diferença para impedir novas transmissões e proteger comunidades inteiras.

