PREFEITURA DE HUMAITÁ AMPLIA COMBATE À MALÁRIA COM NOVO TRATAMENTO PARA CRIANÇAS A PARTIR DE 2 ANOS
Foto - Assessoria: A Semsa avança no tratamento contra a malária em Humaitá
Município capacita profissionais de saúde e passa a ofertar tafenoquina, medicamento já utilizado em adultos, agora adaptado ao público infantil
O município de Humaitá deu mais um passo no enfrentamento à malária ao anunciar a ampliação das opções de tratamento disponíveis na rede pública de saúde. A partir de agora, a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) passa a disponibilizar o medicamento tafenoquina para crianças a partir de 2 anos de idade.
A medida foi apresentada nesta quarta-feira, 8, durante um treinamento voltado a profissionais de saúde do município, incluindo equipes da saúde indígena. A capacitação é conduzida por técnicos do Ministério da Saúde e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP), no auditório da Universidade Federal do Amazonas.
Durante o encontro, especialistas destacaram a eficácia da tafenoquina no tratamento da malária do tipo vivax, reforçando que o medicamento já é utilizado em pacientes adultos e agora passa a contemplar também o público infantil, ampliando o alcance das ações de controle da doença.
A secretária municipal de Saúde, Sara Riça, ressaltou o compromisso da gestão municipal em fortalecer as estratégias de combate à doença, considerada endêmica na região. Segundo ela, a iniciativa atende à orientação do prefeito Dedei Lobo de buscar alternativas eficazes para reduzir os casos no município.
Uso seguro exige testagem prévia
De acordo com os protocolos clínicos, a tafenoquina deve ser administrada apenas após a realização do teste de deficiência de G6PD (Glicose-6-Fosfato Desidrogenase). O exame, simples e rápido, fornece resultado em cerca de 15 minutos e é fundamental para evitar possíveis reações adversas em pacientes que apresentam a deficiência enzimática.
Com a nova estratégia, a expectativa é de maior eficácia no tratamento e avanço no controle da malária em Humaitá, especialmente entre crianças, público considerado vulnerável à doença.
Com informações da Secom/PMH

