MALÁRIA EM HUMAITÁ REGISTRA QUEDA DE 54% EM 2026 E CASOS SEGUEM CONCENTRADOS EM ÁREAS RURAIS E INDÍGENAS
Mosquito transmissor da malária. — Foto: CDC
Último boletim da Semsa aponta redução expressiva nos registros da doença; município não possui casos confirmados no perímetro urbano
Humaitá apresentou uma redução significativa nos casos de malária em 2026. Dados divulgados pela Semsa — Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância em Saúde e Gerência de Malária, mostram que o município registrou 537 casos confirmados da doença entre 1º de janeiro e 19 de maio deste ano. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizados 1.186 casos.
O comparativo representa uma queda de 54% nos registros da doença no município, conforme o mais recente boletim epidemiológico divulgado no dia 19 de maio.
Os dados apontam ainda uma forte redução nos casos provocados pelo parasita Plasmodium falciparum, considerado um dos mais perigosos da malária. Em 2025, foram 51 registros da espécie falciparum e mista. Já em 2026, o número caiu para apenas seis casos, representando redução de 88%.
Já os casos causados pelo Plasmodium vivax, tipo mais comum na região amazônica, caíram de 1.135 em 2025 para 531 em 2026, uma redução de 53%.
Outro dado considerado importante pela Vigilância em Saúde é o volume de exames realizados no município. Até o momento, Humaitá contabiliza 6.338 exames feitos, entre microscopia e testes rápidos, reforçando o trabalho permanente de monitoramento, diagnóstico precoce e tratamento imediato realizado pelas equipes da Semsa.
O levantamento mostra ainda que os casos continuam concentrados em áreas rurais, assentamentos e comunidades indígenas. Segundo o boletim epidemiológico, não há registros expressivos de transmissão da doença no perímetro urbano de Humaitá.

As localidades com maior número de casos registrados em 2026 são:
Santa Maria Auxiliadora (Ipixuna) – 79 casos;
Aldeia Piquiá – 41 casos;
Aldeia Forquilha Grande – 23 casos;
Comunidade Fortaleza – 20 casos;
Aldeia Kacaia – 19 casos;
Distrito de Realidade – 16 casos.
Os dados apontam que 44,3% dos casos estão em áreas rurais, 38,3% em áreas indígenas e 17,4% em assentamentos.
A redução nos números ocorre em meio às ações intensificadas da Prefeitura de Humaitá e da Secretaria Municipal de Saúde, principalmente nas regiões consideradas endêmicas. Em março deste ano, a Prefeitura realizou uma força-tarefa na comunidade Santa Maria Auxiliadora, no Ipixuna, com visitas domiciliares, coleta de lâminas, identificação precoce de pacientes sintomáticos e orientação às famílias sobre prevenção e tratamento da doença.
Além do trabalho de campo, as equipes da Vigilância Epidemiológica mantêm ações contínuas de monitoramento, busca ativa, diagnóstico laboratorial e conscientização das comunidades mais vulneráveis.

Os números históricos da malária em Humaitá demonstram oscilações nos últimos anos. Em 2022, o município registrou 1.157 casos. Em 2023 houve aumento para 2.152 casos. Já em 2024 o número caiu para 1.382, voltando a subir em 2025, quando foram registrados 2.447 casos. Agora, em 2026, os dados apontam tendência de forte redução da doença.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que pessoas com sintomas como febre, calafrios, dores no corpo, vômitos, náuseas e cansaço devem procurar imediatamente uma unidade de saúde, especialmente quem reside ou esteve recentemente em áreas de transmissão.
A orientação da Vigilância em Saúde é que moradores de regiões endêmicas utilizem mosquiteiros, repelentes, roupas de manga comprida e telas de proteção em portas e janelas para reduzir o risco de contaminação. O Ministério da Saúde também mantém campanhas permanentes de prevenção e combate à malária em toda a região amazônica.
Com informações da Vigilância em Saúde de Humaitá

