ÁGUA TRATADA E SAÚDE NO EXTRATIVISMO: SANEAR AMAZÔNIA INICIA ETAPA DE CAPACITAÇÃO COMUNITÁRIA NA FLONA HUMAITÁ
Foto - Divulgação: Programa Sanear promove capacitações
Projeto capacita moradores da Floresta Nacional de Humaitá para gerir sistemas pluviais e reforçar a saúde em áreas isoladas da Amazônia
O acesso à água potável e ao saneamento básico ganha reforço decisivo para as populações extrativistas do sul do Amazonas. Por meio do projeto Sanear Amazônia, o Instituto DESENVOLVER promove, entre os dias 10 e 15 de setembro de 2026, a oficina de Capacitação de Gestão Comunitária da Água e Saúde direcionada às famílias moradoras da Floresta Nacional (Flona) de Humaitá.
A iniciativa busca garantir a sustentabilidade das tecnologias sociais implantadas na região. Entre as soluções instaladas pelo programa está o Sistema Pluvial Multiuso Comunitário e Autónomo (com SAFISP). A tecnologia combina módulos familiares — dotados de captação de chuva, reservatório elevado de 1.000 litros, filtro de barro de 8 litros, instalações sanitárias e quatro pontos de água domiciliares — com módulos comunitários de maior capacidade (reservatórios de 5.000 litros e rede de distribuição).
A realização é do Memorial Chico Mendes e do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), com execução do Instituto DESENVOLVER, apoio institucional do ICMBio, MMA, SEMDAS e ASSAF TEBAVE, além de financiamento do Fundo Amazônia/BNDES e integração aos programas Cisternas e Fomento Rural.
Autonomia e saúde comunitária
Com despesas de deslocamento e alimentação custeadas pela iniciativa, a formação exige a participação obrigatória de pelo menos um representante por residência beneficiada. A estratégia visa engajar a comunidade no cuidado diário com os equipamentos e na prevenção de doenças vinculadas ao saneamento inadequado.
A programação abrange tópicos essenciais para a autonomia local, incluindo:
Cuidado, manuseio e monitoramento da qualidade da água potável;
Relação entre saneamento, ambiente e saúde para a prevenção de enfermidades;
Operação e manutenção preventiva dos módulos familiares e comunitários;
Definição do papel comunitário e articulação com o poder público municipal;
Elaboração de acordos e estatutos de gestão comunitária dos sistemas.
Cronograma e atendimento territorial
As atividades começam às 8h30 e se dividem em dois momentos estratégicos para contemplar diferentes polos geográficos da Unidade de Conservação:
1ª Formação (10, 11 e 12/09) no auditório da Biblioteca Municipal: Realizada na sede urbana de Humaitá, atendendo aos moradores de Paraná do Buiuçú, Salomão, Boa Esperança (Rio Madeira), Palha Preta (BR 230 / Igarapé Traíra) e Vila Maici (Rio Maici).
2ª Formação (13, 14 e 15/09): Sediada na comunidade Barreira do Tambaqui II (com saída de embarcação prevista para o dia 12/09), reunindo moradores locais, da Barreira do Tambaqui I, Barro Vermelho e vizinhanças.
A ação reforça que o verdadeiro impacto das tecnologias sociais em territórios isolados depende do protagonismo e da capacitação contínua das famílias extrativistas.

