RAJADA DE VENTO PROVOCA ACIDENTE DE AERONAVE EXPERIMENTAL NA BR 230 E MOBILIZA SOCORRO EM HUMAITÁ
O avião Montaer MC-01 (PU-BLR) colidiu com uma árvore em trecho de mata na margem da Transamazônica; três ocupantes de uma mesma família sobreviveram e estão sob cuidados médicos no Hospital Regional.
Uma aeronave de pequeno porte ao decolar foi atingida por uma rajada de vento, perdeu o controle e colidiu na copa de uma árvore na manhã deste domingo, 1, por volta das 8h, nas proximidades do km 80 da rodovia BR-230 (Transamazônica), trecho que liga o município de Humaitá ao distrito de Santo Antônio do Matupi. A bordo do avião viajavam três pessoas da mesma família: o piloto, sua esposa grávida e um filho do casal, de aproximadamente 6 anos. Todos os ocupantes sobreviveram.
De acordo com relatos de testemunhas e moradores do entorno, a aeronave tentou utilizar a faixa de rodagem da rodovia para o procedimento de emergência, mas acabou saindo do leito da pista de terra e colidindo contra árvores e vegetação densa no acostamento.
As vítimas foram prontamente resgatadas e encaminhadas ao Hospital Regional de Humaitá. O piloto sofreu escoriações e um ferimento na região da cabeça, enquanto a esposa e a criança passaram por avaliações médicas preventivas. Segundo a equipe médica da unidade, o estado de saúde de todos é estável e eles seguem fora de perigo.
Análise visual e características da aeronave

Registros em vídeo gravados por moradores na altura do km 80 revelam detalhes do local do impacto. O avião ficou tombado e inclinado sobre a vegetação nativa, com danos substanciais na estrutura, incluindo avarias na asa esquerda, impacto na parte frontal (bico) e deformações na fuselagem traseira.
Pelas imagens, é possível identificar a inscrição “PU-BLR” gravada na cauda e na fuselagem, além da grafia “Obrigado Senhor” aplicada na lateral superior da cabine. A identificação confirma tratar-se de um Montaer MC-01, um monomotor ultraleve de asa alta e liga metálica construído pela fabricante brasileira Montaer. A aeronave possui configuração de cabine fechada lado a lado e emprenagem com estabilizador horizontal posicionado no topo do leme (em “T”).
Investigação técnica dos órgãos de aviação
Segundo Juan Amâncio da Silva de Souza, gestor do aeroporto de Humaitá a perda de sustentação se deu em virtude de uma rajada de vento.
Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), órgão vinculado ao Comando da Aeronáutica, são aguardados no local a partir desta segunda-feira, 2, para realizar a Ação Inicial. O trabalho de campo incluirá a perícia na estrutura do ultraleve, análise dos destroços na margem da rodovia e coleta de dados técnicos que ajudarão a identificar os fatores determinantes do acidente.
Juan informou que o local do acidente foi isolado e a aeronave permanecerá no local para o trabalho dos técnicos. Ao site Notícias da Amazônia o gestor do aeroporto de Humaitá afirmou categoricamente que a rajada de vento desestabilizou o avião na hora da decolagem e ocasionou a colisão na copa da árvore.
Fotos – Arquivo Pessoal

