OFICINAS DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA DA BR 319 REÚNEM REPRESENTANTES DE HUMAITÁ E MUNICÍPIOS DO SUL DO AMAZONAS
Encontro realizado na UEA debate impactos, desafios e oportunidades da área de influência da rodovia, com participação de entidades da sociedade civil, produtores rurais, pescadores e órgãos públicos
Humaitá sediou nesta quinta-feira, 18, mais uma importante etapa das discussões sobre o futuro da BR-319. Nas dependências da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), foi realizada uma oficina da Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) da Área de Influência da BR-319, reunindo representantes da sociedade civil organizada, colônias de pescadores, sindicatos, associações de produtores rurais, instituições públicas e lideranças de diversos municípios do Sul do Amazonas.

O encontro faz parte do processo de construção da Avaliação Ambiental Estratégica da área de abrangência da BR-319, estudo que busca subsidiar a formulação de políticas e estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável dos territórios impactados pela rodovia. A iniciativa é coordenada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), com apoio de órgãos federais e instituições de pesquisa da região.

Além da participação popular, foram convidados representantes da Câmara Municipal de Humaitá, Prefeitura de Humaitá e Secretaria Municipal de Meio Ambiente, fortalecendo o diálogo entre poder público e sociedade civil na construção de propostas para a região.
De acordo com as informações apresentadas durante as oficinas, a AAE é um instrumento de planejamento que antecede grandes intervenções e obras de infraestrutura. O objetivo é avaliar de forma integrada aspectos ambientais, sociais, econômicos e institucionais, identificando riscos, potencialidades e oportunidades para o desenvolvimento regional.
A área de abrangência considerada pelo estudo compreende um raio de aproximadamente 50 quilômetros para cada lado da BR-319, envolvendo 20 municípios distribuídos em quatro regiões estratégicas: Norte (Manaus), Leste (Madeira), Oeste (Purus) e Sul (Porto Velho).
Durante os debates, os participantes contribuíram com análises sobre a realidade local, desafios enfrentados pelas comunidades e possíveis impactos relacionados ao desenvolvimento da rodovia. A metodologia adotada valoriza a participação social como elemento fundamental para a construção de diretrizes que conciliem crescimento econômico, preservação ambiental e qualidade de vida para as populações da Amazônia.
Segundo os organizadores, a escuta das comunidades é essencial porque são os moradores, produtores, povos tradicionais e demais atores locais que conhecem de perto os problemas, desafios e potencialidades dos territórios. As contribuições colhidas nas oficinas serão incorporadas aos estudos técnicos que servirão de base para futuras decisões relacionadas à área de influência da BR-319.
Entre os eixos temáticos discutidos estão biodiversidade e serviços ecossistêmicos, povos indígenas e populações tradicionais, governança socioambiental, políticas públicas, participação social, comunicação e mobilização, além da avaliação espacial socioecológica integrada.
O estudo conta com a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI) e Instituto Mamirauá. O financiamento e apoio envolvem a Infra S.A., INPA, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ministério dos Transportes, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Governo Federal.
A realização da oficina em Humaitá reforça a importância estratégica do município no contexto da BR-319 e amplia a participação da população local em um processo que busca construir soluções sustentáveis para uma das regiões mais sensíveis e relevantes da Amazônia brasileira.

