SECRETÁRIO JOHN AULER DESTACA R$ 240 MILHÕES EM INVESTIMENTOS COM A CONCESSÃO DA FLONA EM HUMAITÁ
Foto - Arquivo pessoal: Secretário John Auller destaca recursos que chegam a Humaitá
Com indústrias instaladas e licenças municipais concedidas, secretário de Meio Ambiente prevê início das operações para janeiro de 2027 e comemora impacto econômico para o município.
O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) concluiu a assinatura dos contratos das Unidades de Manejo Florestal (UMFs) II e III da Floresta Nacional (Flona) de Humaitá, no Amazonas. Somadas à UMF I — concedida em 2023 —, a área total sob manejo sustentável chega a 200,8 mil hectares. O projeto federal projeta R$ 240 milhões em investimentos e a geração de 339 empregos diretos e 678 indiretos.
Avanço local: estruturas montadas, viabilidade aprovada e início previsto para 2027
Em atualização sobre o andamento das concessões no município, o secretário municipal de Desenvolvimento Ambiental Sustentável de Humaitá (SEMDAS), John Elton Auler, confirmou que as empresas responsáveis pelas áreas estão com os investimentos adiantados. Segundo o secretário, empreendimentos como a Tangará Florestal e a concessionária parceira já estão com suas estruturas industriais devidamente montadas no município.
Na esfera de competência municipal, as empresas obtiveram a regularização ambiental e as certidões de viabilidade territorial e de uso do solo, estando totalmente aptas do ponto de vista das exigências locais para operar na região. A expectativa oficial é de que, após a conclusão dos trâmites e licenças ambientais em andamento, as operações no município de Humaitá tenham início a partir de janeiro de 2027.
O panorama das concessões em Humaitá

O que antecede o início das operações na floresta?
Apesar da infraestrutura industrial já montada e do cumprimento das etapas legais junto à Prefeitura de Humaitá, a extração efetiva de madeira na área federal cumpre as seguintes etapas do fluxo de manejo sustentável:

Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS): Documento técnico que define os ciclos de corte (de 25 a 35 anos) e os limites de exploração, garantindo a regeneração da floresta.
Plano Operacional Anual (POA): Detalhamento das atividades e das áreas exatas que serão trabalhadas nos 12 meses seguintes.
Autorização de Exploração (AUTEX): Licença emitida pelo Ibama que autoriza o volume máximo de remoção por espécie na Unidade de Produção Anual.
Monitoramento Contínuo: Acompanhamento das operações pelo SFB e órgãos ambientais competentes.
Impacto econômico e benefícios locais
A projeção total é de 2,54 milhões de m³ de madeira produzidos ao longo de 30 anos. A instalação das indústrias no próprio município garante que o beneficiamento da madeira ocorra em Humaitá, gerando valor agregado, empregos e receitas locais em vez de limitar a atividade à simples extração e transporte de toras brutas.
Além disso, a concessão beneficia o município por meio de duas frentes financeiras:
Repasse das Outorgas: Do valor pago pelas concessionárias, a legislação destina 20% para a Prefeitura de Humaitá e 20% para o Estado do Amazonas, com recursos vinculados a projetos ambientais e de desenvolvimento sustentável.
Indicador Social: As empresas destinam recursos anuais para obras e infraestrutura comunitária (saneamento, água, escolas e postos de saúde), geridos em conjunto pela Prefeitura, pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente e pelas comunidades locais.

