JOHN AULER CUMPRE AGENDA EM MANAUS E ARTICULA AÇÕES PARA COMBATER QUEIMADAS E ENFRENTAR IMPACTOS DA ESTIAGEM EM HUMAITÁ
Foto - Arquivo pessoal: John Auller mantém reunião com o novo secretário de Estado do Meio Ambiente
Secretário municipal de Desenvolvimento Ambiental Sustentável também cobra do Estado a implantação do Zoneamento Ecológico-Econômico para ampliar a segurança jurídica e ambiental no sul do Amazonas
O secretário municipal de Desenvolvimento Ambiental Sustentável de Humaitá, John Auler, segue cumprindo uma extensa agenda institucional em Manaus, onde busca fortalecer parcerias e discutir ações voltadas à proteção ambiental, ao desenvolvimento sustentável e à preparação do município para os efeitos das mudanças climáticas.
Na manhã desta quinta-feira, 20, o secretário esteve na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), onde se reuniu com o novo secretário de Estado, Miqueias Santos de Souza. Durante o encontro, foram tratados assuntos considerados estratégicos para Humaitá e para a região sul do Amazonas.
Entre os principais pontos discutidos esteve o reforço das ações de combate às queimadas. Segundo John Auler, na próxima semana deverá ser formalizada a contratação de 15 brigadistas, que atuarão no município como apoio às ações de prevenção e combate aos incêndios florestais, em parceria com o Corpo de Bombeiros.
“Vai sair o contrato de 15 brigadistas para nos dar apoio nessa questão dessas queimadas que têm na região, ajudando o Corpo de Bombeiros nesse trabalho”, destacou o secretário.
Zoneamento Ecológico-Econômico é prioridade
Durante a reunião com o novo titular da Sema, John Auler também cobrou do Governo do Estado o avanço na implantação do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) na região.
Para o secretário, o instrumento é fundamental para estabelecer critérios de ocupação e utilização do território, proporcionando maior segurança jurídica e ambiental para as atividades econômicas desenvolvidas no sul do Amazonas.
Auler destacou especialmente a importância do ZEE para o setor do agronegócio, que possui forte presença em Humaitá e em outros municípios da região.
Segundo ele, com regras ambientais e territoriais mais claras, o setor poderá ampliar suas atividades de forma planejada e sustentável, conciliando desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
Mudanças climáticas e possível crise hídrica entram na pauta
No período da tarde, o secretário esteve na Diretoria de Projetos Ambientais (DIPAN), onde participou de uma reunião técnica com servidores responsáveis pelo setor.
O encontro teve como foco a discussão de projetos ambientais e os possíveis impactos das mudanças climáticas sobre o Amazonas. Entre os assuntos abordados estiveram a possibilidade de uma crise hídrica, os efeitos do El Niño e a estiagem prevista para a região.
John Auler afirmou que o objetivo dessas agendas em Manaus é antecipar discussões e buscar alternativas que possam reduzir os impactos de eventos climáticos extremos sobre as comunidades.
“Tratamos dessas questões das mudanças climáticas, sobre a possível crise hídrica, sobre o El Niño. Então, a gente está tendo esses alinhamentos e essas conversas aqui por Manaus”, explicou.

Preparação para a estiagem
A preocupação com a estiagem ganha importância diante dos impactos que períodos de seca podem provocar no interior do Amazonas, especialmente em comunidades que dependem diretamente dos rios para transporte, abastecimento e atividades econômicas.
Para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Ambiental Sustentável, a articulação com órgãos estaduais e demais instituições é considerada essencial para que Humaitá esteja melhor preparado para enfrentar um eventual agravamento das condições climáticas.
A agenda de John Auler em Manaus faz parte de uma estratégia de busca por parcerias, projetos e medidas preventivas que possam fortalecer a estrutura ambiental do município, ao mesmo tempo em que contribuem para garantir condições de desenvolvimento econômico com maior segurança jurídica e responsabilidade ambiental.
As reuniões também reforçam a intenção da gestão municipal de manter diálogo permanente com o Governo do Estado e instituições técnicas diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela necessidade de conciliar produção, desenvolvimento e conservação ambiental no sul do Amazonas.

